Diga não aos produtos estruturados

Com o objectivo de ultrapassar as baixas taxas de juro oferecidas nos clássicos depósitos a prazo, os bancos têm procurado diversificar a sua oferta através de produtos estruturados, os quais são geralmente impingidos aos clientes com promessas de ganhos avultados e sem risco.
Esta é aliás uma das principais técnicas de marketing utilizadas pelos bancos: a promessa do “capital garantido” respondendo à aversão ao risco de muitos investidores e à convicção de que “o que é garantido é bom”. Já a segunda técnica utilizada, de acordo com José Santos Teixeira, presidente da Optimize, passa pela associação com um activo de alto risco que esteja na moda (petróleo, ouro, acções, índices) que permitirá “jogar na bolsa” sem risco. O desejo de todo o investidor.
Produtos estruturados são todos aqueles, com ou sem garantia de capital, cuja remuneração estará dependente da evolução dos activos subjacentes. Por exemplo, imagine um produto com um prazo de três anos que lhe garante o capital mas não a remuneração. Tem associadas (activo subjacente) cinco acções do sector energético. E o seu banco diz-lhe que lhe paga 3% de seis em seis meses (6% ao ano) no caso de, nessas datas, a cotação de todas as acções ser igual ou superior a 85% do seu valor inicial.
Parece apelativo. O problema é que, segundo um estudo da CMVM, a probabilidade de não ser pago qualquer juro até à maturidade varia entre os 54% e os 62%, enquanto a taxa anual esperada varia entre os 0,96% e os 1,1% bastante abaixo dos 6% publicitados, bem como da remuneração oferecida nos melhores depósitos a prazo.
Foto |Brad & Ying
Popularity: 12% [?]
Artigos relacionados:

Deixe-nos o seu comentários!