Já pensou em optar por taxa fixa?
Optar por uma taxa fixa no crédito à habitação não é comum entre os consumidores portugueses, ao contrário do que acontece na maioria dos países europeus. Esta opção permite fixar os juros que vai pagar durante um prazo pré-determinado, que vai geralmente dos dois aos 30 anos. Obviamente quanto maior o prazo fixado mais alta será a taxa de juro, uma vez que se torna mais difícil calcular os possíveis juros médios que irão vigorar no mercado nos próximos 20 ou 30 anos. Será que irá compensar? Quanto a isso não existem garantias. A única mais-valia que está garantida à partida é saber todos os meses exactamente quanto irá pagar, não estando sujeito às oscilações do mercado.
As taxas que servem de indexante na taxa fixa são as chamadas taxas de swap de mercado. Em termos simplistas, são taxas fixas que os bancos aceitam trocar por taxas Euribor e acabam por expressar o valor médio a que os bancos acreditam que a taxa Euribor a seis meses irá cotar durante o prazo contratado. Por exemplo, a taxa swap a 20 anos cota actualmente nos 3,794%, o que significa que o mercado acredita que este será o valor médio da Euribor a seis meses durante os próximos 20 anos.
Regra geral, os spreads praticados pelos bancos na taxa fixa não diferem dos observados na taxa variável. Mas existe uma diferença no que toca a amortizações antecipadas. Enquanto na taxa variável a penalização máxima é de 0,5% na taxa fixa o valor pode chegar aos 2%.
De acordo com os últimos dados, de 9 de Abril, as taxas swaps cotam actualmente nos seguintes valores:
2 Anos: 1,448%
3 Anos: 1,801%
4 Anos: 2,115%
5 Anos: 2,394%
10 Anos: 3,279%
15 Anos: 3,669%
20 Anos: 3,794%
25 Anos: 3,762%
30 Anos: 3,680%
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